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viernes, 7 de agosto de 2015

http://www.capoeira-infos.org/ressources/textes/t_zuma_methode.html

En 1928 à Rio de janeiro, (Zuma) Annibal Burlamaqui publie un livre illustré, intitulé "Ginástica Nacional" (Capoeiragem) il y définit des méthodes et règles et tente d'assimiler la pratique de "capoeiragem" comme gymnastique nationale.

miércoles, 17 de febrero de 2010

1928-obra de Annibal Burlamaqui (Zuma)


Em 1907 é a vez de um oficial do exército escrever a respeito da Capoeira. Através de sua publicação “O Guia do Capoeira ou Ginástica Brasileira”, O.D.C. (como intitula-se o oficial autor do livro) abre precedentes para outra publicação datada de 1928 e escrita por Coelho Neto, que lança uma proposta pedagógica de inclusão da Capoeira nas escolas civis e militares. Em seu artigo “Nosso Jogo”, Coelho Neto relata que quase enviou em 1910 um projeto de lei para a Câmara dos Deputados visando tornar o ensino da Capoeira obrigatório naquelas instituições. Destacava, nesse sentido, o desenvolvimento físico e a disciplina do caráter gerados pela prática da Capoeira, bem como seu grande valor como instrumento de defesa pessoal, lembrando, como
argumento, a grande vitória do Capoeira negro Ciríaco sobre o campeão japonês de jiu-jitsu Conde Koma, no Pavilhão Internacional em 1910. Também em 1928 é publicado o livro de Aníbal Burlamaqui “Ginástica Nacional (Capoeiragem) Metodizada e Regrada”, onde o autor, baseando-se nas regras e características do pugilismo, desenvolve um método e um código de regras para a prática do “jogo desportivo da Capoeira”. Para tal intuito despreza totalmente o lado lúdico, cultural e artístico inerente a esta modalidade, deixando de lado a música e os instrumentos
e privilegiando apenas seu caráter de luta esportiva. Aproveitando o espaço aberto por esta corrente de pensamento, presente desde a proibição da Capoeira por parte da República, os antigos Capoeiristas conseguiram burlar a ilegalidade e manter viva sua arte e tradição. Dessa maneira surge a figura dos grandes “Mestres da Capoeira”, homens que se destacaram não só pelo que fizeram enquanto praticantes desta modalidade, mas pela representatividade que suas
realizações tiveram na perpetuação e afirmação da Capoeira como uma das mais ricas expressões de nossa cultura. Dentre estes Mestres devemos destacar dois em especial: Manuel dos Reis Machado, o famoso Mestre Bimba, criador da Capoeira Regional e Vicente Ferreira Pastinha, o Mestre Pastinha, maior responsável pela preservação do estilo mais primitivo da Capoeira, a Capoeira de Angola.

1928-obra de Annibal Burlamaqui (Zuma),


O JOGO DA CAPOEIRA NO CONTEXTO ANTROPOLÓGICO
E BIOMECÂNICO

por
Adriana D’Agostini
______________________________
Dissertação Apresentada à Coordenadoria de Pós-graduação em Educação Física da Universidade Federal de Santa Catarina como Requisito Parcial para Obtenção do Título de Mestre em Educação Física
Florianópolis, SC
2004

Historicamente, o que se considera como tradição marcial da capoeira, surgiu a partir da necessidade de um povo oprimido livrar-se de seu opressor. O negro escravo utilizou seu próprio corpo como defesa dos ataques propriamente ditos, como também, forma de sobreviver espiritualmente através dos rituais e tradições religiosas9 de sua terra mãe. Em Burlamaqui encontra-se uma citação que ilustra a luta:
O escravo se mostrava evidentemente superior na luta, pela agilidade, coragem, sangue-frio e astúcia, aprendidas ali, afrontando os bichos, as feras mais perigosas, lutando mesmo com elas, saltando valados, trepando em árvores as mais altas e desgalhadas, para se acomodar nas suas frondes, pulando de umas às outras como macacos, onde as nuvens batiam. E tiravam partido disso, tornando-se assim extraordinariamente ágeis e muito comumente um homem desarmava uma escolta, punha-a em desordem, fazendo-a fugir. Aplicava um jogo estranho de braços, pernas e tronco, com tal agilidade e tanta violência, capazes de lhe dar uma superioridade estupenda.
Já, a capoeira carioca, que sempre se apresentou violenta, apelando para cabeçadas e murros, que acabava gerando disputas com armas brancas, pode ser constatado pelo texto de Rugendas de 1835 (apud Sodré, 2002, p.45), que diz
Os negros têm um outro jogo guerreiro muito mais violento – capuëra: dois campeões atiram-se um sobre o outro, tentando derrubar o adversário com cabeçadas no peito. O ataque é evitado com saltos laterais e bloqueios igualmente hábeis. Mas acontece, ocasionalmente, acertarem cabeça contra cabeça com grande força, fazendo a brincadeira degenerar em luta, não raro com as facas ensangüentando o esporte .

martes, 26 de enero de 2010

CAPOEIRA
Publicado na Folha da Noite, sábado, 18 de fevereiro de 1961.
Neste texto foi mantida a grafia original
RUBEM BRAGA

Leio com interesse um livrinho de 1927, editado na Bahia, "Ginastica Nacional", que talvez não seja inutil nestes tempos. O autor chama-se A. Burlamaqui, mais conhecido por Zuma, um belo rapaz que pretende elevar à dignidade do boxe e do jiu-jitsu o nosso jogo da capoeira. Faz o historico dessa luta e explica seu nome pelo fato de ser nas capoeiras do interior que os negros, quando apareciam os soldados para prendê-los, aplicavam esses golpes. A capoeira tem, assim, uma "origem santificada", pois está ligada aos primeiros esforços para a libertação dos escravos no Brasil. Nas fotografias que ilustram o livrinho, os jogadores aparecem de peito nu, calções até os joelhos e botina. O regulamento diz que devem ser usadas botinas, pois sapatos caem do pé no decorrer da luta. Muito humanitariamente, prescreve que as botinas não devem ter botões e sim cordões e não devem ter na sola pregos salientes, nem chapas de metal. O mais que podem levar são barras transversais, ou rosetas de borracha que não salientem mais de cinco milimetros. Os golpes são numerossos, e com eles "poderemos acometer os demonios". A rasteira, com sua variedade "corta-capim"; o "rabo de arraia", com o qual "o nosso Ciriaco venceu o japonês com seu jiu-jitsu"; a cabeçada cujo efeito é "demasiado terrivel"; o "facão", a "banda de frente', o "baú", que é dado com a barriga; o "rapa", a "tesoura", a "queixada', que consiste em um ponta-pé no queixo; o "dourado", o "escorão", em que se simula um recuo para dar um ponta-pé na barriga do sujeito; a "baiana", o "passo de cegonha", o "tombo de ladeira", a "xulipa", a "chincha" ("corre-se para o inimigo como a abraçá-lo, e, agachando-se rapido, puxa-se as pernas dele, abaixo dos joelhos, ajudando-o a cair com uma cabeçada"), o "me esquece", o "voo do morcego" e o "suicidio". Este ultimo é original e terrivel, porque se o inimigo estiver armado de punhal ou faca, suicida-se infalivelmente." O autor até sente escrupulos em contar sua tecnica: "talvez faça mal em descrevê-lo". Felizmente o livrinho ensina tambem os contra-golpes, alguns violentos. E, para finalizar, ensina os chamados "golpes de tapeação", como a pisadela no pé do adversario, o olhar falso, o gesto de fingir que se vai tirar com o pé qualquer coisa do chão, para que o adversario se descuide um instante. E ainda este golpe, evidentemente pouco elegante, "finge-se que se vai cuspir no adversario, fazendo-o fechar os olhos e aí aproveita-se a occasião dando-lhe o merecido castigo." Nas gravuras, os jogadores aparecem não apenas de botinas como de meias e ligas, o que tambem não me parece muito elegante. Mas nem a capoeira, nem a politica são, afinal de contas, coisas de muita elegancia.
http://almanaque.folha.uol.com.br/rubembraga2.htm

viernes, 30 de octubre de 2009

Movimientos del Método ZUMA (1928) usados en la REGIONAL


1928-ZUMA
Cabeçada,
Rastreira
Thesoura,
Bahiana
Xulipa,
Bahú,
Tombo De Ladeira Ou Calço,
Arrastão,
Banda de Frente,
Banda Amarrada,
Banda Jogada,
Queixada (Do Autor),
Suicidio

REGIONAL
Cabeçada,
Rastreira,
Tesoura de Costas,
Baiana,
Chulipa,
Baú,
Tombo De Ladeira,
Arrastão ,
Banda de Costas,
Banda Lisa,
Banda Traçada,
Queixada,
Suicidio

jueves, 10 de septiembre de 2009

método nacional de Educação Física Penna Marinho almejava elaborar uma “Ginástica Brasileira”


nota:Prof. Inezil Penna Marinho, que em 1945 publica a obra “Subsídios para o Estudo da Metodologia do Treinamento da Capoeiragem”, elaborada a partir de um trabalho científico que no ano anterior fora premiada em 1° lugar no Concurso Nacional de Monografias do Ministério da Educação e Saúde. Em sua página dedicatória encontramos o seguinte: “Dedicamos este pequeno trabalho aos capoeiras do Brasil, entre os quais Agenor Sampaio (o velho Sinhozinho) e Annibal Burlamaqui (Zuma), que tanto têm trabalhado para que a capoeiragem não desapareça6”
6 Marinho, Inezil Penna. Subsídios para o Estudo da Metodologia do Treinamento da Capoeiragem – Imprensa
Nacional, Rio de Janeiro, 1945, pg. 5.



PFSR.INEZIL PENNA MARINHO
Professor Inezil Penna Marinho, que em 1945 elaborou um estudo intitulado “Subsídios para o Estudo da Metodologia do Treinamento da Capoeiragem”, onde já pensava em criar um método nacional de ginástica que tivesse como base a capoeira. Essa idéia teve destaque nos anos 80 com a criação de um método nacional de Educação Física Penna Marinho almejava elaborar uma “Ginástica Brasileira”. A capoeira tem muito que ensinar, é uma lutar, dança, expressão corporal, técnica, enfim é cultura. Isso mostra que deve estar a serviço da educação como prática ligada necessidades básicas de nossa gente, nos aspectos físicos, psíquicos e culturais.http://www.ceme.eefd.ufrj.br/apresenta/home2.html


Filho do Cônsul Ildefonso Ayres Marinho e de Ignez Penna Marinho, o ex-aluno do Colégio Pedro II http://saladepesquisacapoeira.blogspot.com/2008/12/organizao-e-cotidiano-escolar-da.html Inezil Penna Marinho desde a juventude se destacava pelo gosto pela prática de esportes e pelo interesse pela filosofia, história e poesia.




A educação fisica na roda de capoeira : entre a tradição e a globalização

Resumo: Trata-se de um estudo bibliográfico que - abarcando um período que vai do século XIX até os dias de hoje - procurou investigar as concepções através das quais a Capoeira, entendida como uma manifestação da cultura corporal brasileira, vem sendo concebida pela Educação Física, área acadêmica dentro da qual este trabalho ganhou forma. Para tanto, realizou-se a análise de obras provenientes dos campos de conhecimento antropológico, histórico e sociológico; do senso comum, presentes no interior do meio capoeirístico e originárias do ecletismo existente dentre os professores de educação fisica. Esta análise propiciou uma investigação das inter-relações estabelecidas entre a Capoeira e a prática educativa denominada educação fisica. Verificou-se a submissão da Capoeira, em determinados momentos históricos, aos sentidos assumidos pela educação fisica na sua ação educativa, buscando imprimir-lhe características próprias aos métodos utilizados em seu fazer pedagógico. Tal fato pode ser atribuído principalmente ao caráter marginal assumido pela Capoeira, que teve seu berço na escravidão negra no Brasil, e ao desejo das Forças Armadas e de intelectuais ligados à Educação em domesticá-Ia segundo os padrões societários hegemônicos. Por outro lado, também foi possível notar que a Capoeira assimilou os discursos e métodos provenientes da prática educativa gerada pela educação fisica. Isso se refletiu na incorporação, na década de 1930, dos valores inerentes à educação fisica, detectando nesta ação a possibilidade de seu reconhecimento social e de sua liberalização............

1933 - Fundación el 5 de noviembre, por intervención de Aníbal Burlamaqui del Departamento de Lucha Brasileña (Capoeiragem) de la Federación Carioca de Boxeo
1936-Fundación del Departamento de Lucha Brasileña (Capoeiragem) de la Federación Paulista de Pugilismo, el 4 de noviembre, por influencia de Aníbal Burlamaqui .




Más Citas: 1928-obra de Annibal Burlamaqui (Zuma) (9)

"Nosso Jogo"


PARA ALÉM DAS METODOLOGIAS PRESCRITIVAS NA
EDUCAÇÃO FÍSICA: A POSSIBILIDADE DA CAPOEIRA
COMO COMPLEXO TEMÁTICO NO CURRÍCULO DE
FORMAÇÃO PROFISSIONAL
JOSÉ LUIZ CIRQUEIRA FALCÃO*


.......Em 1922, o escritor Coelho Neto (1922) publicou o artigo “Nosso Jogo”, no qual apresenta uma proposta de inclusão da capoeira nas escolas civis e militares, chamando a atenção para a excelência desta como ginástica e estratégia de defesa individual. 1928- Aníbal Burlamaqui, um oficial da Marinha do Rio de Janeiro, publica o livro Ginástica nacional (capoeiragem): methodisada e regrada, no qual apresenta regras para o jogo esportivo da capoeira. Esta obra é apresentada com certo ufanismo à sociedade da época, como um “grito de
brasilidade”, como possibilidade de libertação da influência dos “sports estrangeiros” e para destruir o “archaico e tolo preconceito de que a ‘GYMNASTICA BRASILEIRA’ – a capoeiragem – desdoura a quem a pratica” (sic!) (BURLAMAQUI, 1928, p. 9). Segundo o prefaciador da obra, Mario Santos, trata-se de um livro “modesto, prático e útil”, que apresenta regras esportivas para tornar um “gymnasta brasileiro” capaz de vencer os de outras lutas estrangeiras. Ao defender a capoeira, Burlamaqui o fazia sob o argumento de que ela era superior ao boxe, à luta romana e à luta japonesa, pois reunia elementos de todas elas e ainda estava associada à “inteligência e à vivacidade peculiares ao tropicalismo dos nossos sentimentos” (BURLAMAQUI, 1928, p. 5). Essas propostas metodológicas para o ensino da capoeira expressavam uma concepção elitista de educação e estavam sintonizadas com os códigos nacionalistas, higienizadores e eugênicos que hegemonicamente impregnavam as propostas e os programas para a educação brasileira do final do século XIX e início do século XX. Apesar de essas propostas prescritivas expressarem os desejos de segmentos das elites da época, elas não foram amplamente difundidas, nem tampouco, efetivamente implementadas e acolhidas pelas escassas instituições de ensino de então.

............................
as propostas de Moraes Filho, Coelho Neto, O.D.C., Aníbal Burlamaqui e Inezil Penna Marinho não adquiriram grandes repercussões no meio capoeirano, a famosa metodologia de Bimba e a engajada proposta de Pastinha ganharam os quatro cantos do mundo, embora em níveis distintos
de inserção e divulgação.