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viernes, 18 de febrero de 2011

1890-BRASIL-Capoeiragem prohibido

FUENTE: (pág 191) Die strafgesetzgebung, der gegenwart in rechtsvergleichender darstellung (1894)

Author: Internationale kriminalistische vereinigung. [from old catalog]; Liszt, Franz von, 1851-1919; Crusen, Georg, 1867- [from old catalog], Publisher: Berlin, O. Liebmann, Year: 1899, Language: German

jueves, 14 de enero de 2010

Revista Brasileira de Ciências Sociais Print version ISSN 0102-6909
Rev. bras. Ci. Soc. vol.21 no.62 São Paulo Oct. 2006
Um forrobodó da raça e da cultura
A confusion of race and culture
Une pagaille de race et de culture
Antonio Herculano Lopes


Quando no final do século XIX o projeto intelectual de criar um teatro nacional "sério" foi derrotado pelo entusiasmo das platéias cariocas com os musicais ligeiros, uma das estratégias de autores e atores para competir com os sofisticados produtos do cancan francês e da opereta austríaca foi a paródia. Curiosamente, aliás, paródia de segundo grau, uma vez que o próprio produto europeu já parodiava burlescamente a cultura clássica. No Brasil, é interessante traçar um paralelo com o processo lingüístico do século XIX, descrito por Raul Pederneiras. Os capoeiras, numa sociedade escravista, estavam numa situação de inferioridade estrutural. Ao imitar a fala dos brancos de classe alta, reafirmavam sua inferioridade, ao mesmo tempo em que adquiriam poder. Não importava que a cópia fosse imperfeita e empobrecida. Num duplo movimento, eles se afirmavam superiores aos seus pares que não dominavam a linguagem dos poderosos, e riam desses últimos em sua pompa e circunstância. Quanto mais o capoeira se esforçasse para imitar a fala de seu patrão, mais intensamente ele expunha o "rei nu".
http://www.scielo.br/scielo.php?pid=S0102-69092006000300004&script=sci_arttext

jueves, 10 de septiembre de 2009

Capoeiras ,marineros ,marujos y desertores

NOTA:
O País, 24 de julho de 1889.

O Império educara a sociedade na idéia de que ordem e civilização eram termos intrinsicamente interligados. Era, pois, com perplexidade que se assistia a tais ocorrências. Na coluna “Boletim Republicano” do jornal O País, Saldanha Marinho notifica:
Ainda ontem a cidade inteira foi testemunha de um espetáculo boçal e bárbaro, que nos envergonha perante a mais atrasada civilização.
Imperiais marinheiros, capitaneando conhecida malta de capoeiras e malfeitores percorreram a rua do Ouvidor, de navalha em punho, dando vivas à monarquia e morras aos republicanos.46 :http://www2.dbd.puc-rio.br/pergamum/tesesabertas/0016013_04_cap_03.pdf


1889 – Proclamação da República. Deportação dos capoeiras considerados criminosos para o Arquipélago de Fernando de Noronha.- Nasce a proposta da Ginástica Nacional, como instrumento de Educação Física, a partir do reaproveitamento dos movimentos da Capoeira. Esta forma desportiva foi liberada pela polícia.
http://www.capoeira-fica.org/Cronologia.htm
recorte libro: Epistemologia Quântica & Direito Penal .http://books.google.com/books?id=gDaW7Yn_wpUC&pg=PA110&dq=CAPOEIRAGEM&lr=&as_brr=3&ei=l6NsSsPVOonOzQTD2L3EAg&hl=es


grabado superior:1857 le 22 août (date d'enregistrement de l'image sur les registres du dépôt légal de l’estampe)
« Brevet de boxe et de chausson(Savate). Marseille, imp. Lith. (Michalet)
http://chaussfight.vs.bf.free.fr/sauvegarde/Historique.pdf

A polícia e o porto: marinheiros, imigrantes e os consulados estrangeiros no Rio de Janeiro (1890-1920).

...........................Esta intimidação à polícia não era à toa. Aquela região, do cais Faroux ao bairro da Saúde, era infestada de marinheiros, capoeiras, escravos e estivadores. Esses fatores nos levaram a pensar que a gente de Marinha compusesse uma malta, a malta da Candelária. E com certeza ela havia.

Tendo o subdelegado da freguesia da Candelária me informado de que na noite de Natal costumam reunir-se nas proximidades das igrejas maltas de capoeiras, em sua quase totalidade, compostas de aprendizes e imperiais marinheiros, rogo à V. Ex. ª, no intuito de prevenir conflitos, se digne providenciar para que sejam policiadas por força da Armada aquelas praças que obtiverem licença para vir à terra na referida noite.24
Mas o problema não era somente com marinheiros brasileiros. Estrangeiros também passavam pelas mãos da Polícia.

...................Mais um dos problemas mais comuns ligando Polícia, consulados e comandantes dos navios mercantes era o de deserção. Diversos homens, ao chegarem ao porto carioca, acabavam abandonando o navio. Há histórias diversas que podem nos ajudar a entender o assunto. Casos de amor, de crise econômica em seu país de origem, cansaço por longas viagens etc. Veja por exemplo os casos abaixo.
Tendo desertado de bordo da barca portuguesa “Mariana” os tripulantes José Correia natural de Bissau, de 24 anos, solteiro, e Miguel Ferreira, natural de Alfazeirão filho de José Ferreira, 36 anos, casado, venho rogar à V. Ex. ª se digne providenciar para que os referidos tripulantes sejam capturados e conduzidos a bordo do referido navio.
[...] pede providências no sentido de ser capturado o marinheiro Paulo Mathias Smolaerzik, desertor do cruzador “Bremen”. O referido marinheiro tendo saído ontem com licença não voltou até hoje. Paulo tem 21 anos, solteiro, estatura baixa, cabelo loiro, olhos azuis, boca e nariz regulares, dentes estragados, tatuagem nos ante-braços, rosto oval. Trajava na ocasião calça branca, blusa azul, bonet branco, botinas pretas29
[...] pede providências no sentido de ser capturado o marinheiro Gustavo Adolpho Grobe, desertor do cruzador alemão Vineta. O referido desertor ausentou-se de bordo em Santos, a 4 do corrente, e consta ter vindo para esta capital, onde conhece uma moça, cujo pai tem um café ou botequim na rua Larga ou Lapa ou de nome semelhante, sendo essa moça quem facilitou, provavelmente os meios para o desertor transportar-se a esta cidade. Grobe tem 25 anos de idade e deve andar em companhia de um marinheiro mercante de nome Fischbein.30

http://74.125.77.132/search?q=cache:HbLW9rL7ANoJ:www.crimenysociedad.com.ar/wp-content/uploads/2008/08/pereira-do-nascimento.doc+Arsenal+de+Marinha+da+Corte+capoeiras&hl=es&ct=clnk&cd=34


El origen preciso del arte es desconocido incluso para sus más antiguos practicantes. Se sabe que marineros del S.XVII, de Marsella, tenían que practicar algunas patadas y estiramientos para mantenerse en buenas condiciones físicas por sus viajes a través del océano. Algunos historiadores especulan que estos marineros fueron influenciados por la relación con algunas
artes marciales de Asia durante sus visitas ocasionales a Burma, Tailandia y China. Ciertamente, las peleas callejeras en los callejones de los puertos franceses empezaron a ver patadas a la cabeza, al cuerpo, a las piernas, etc. Los marineros llamaron a esta forma de combate con los pies "Chausson", en referencia al tipo de zapatillas que vestían mientras practicaban estos ejercicios.