miércoles, 16 de agosto de 2017




quinta-feira, 27 de agosto de 2015


AUDIÊNCIA PÚBLICA - COMISSÃO DE ESPORTES - CÂMARA DOS DEPUTADOS - BRASIL - 25-AGOSTO-2015

A Federação Internacional de Capoeira se fez representar na audiência pública realizada no dia 25 de agosto de 2015 na Câmara dos Deputados, em Brasília, DF, Brasil, específica sobre a Capoeira, na qual o Presidente Sergio Luiz de Souza Vieira esteve como convidado da Comissão de Esporte, que ao fazer uma rápida reflexão sobre o que lá ocorreu, observou os seguintes aspectos:
1- Dificuldade de muitos que lá estiveram no domínio conceitual e histórico do que lá se tratou. Estas dificuldades se potencializam exponencialmente nas redes sociais, criando grandes dicotomias, em função da velocidade com que se veiculam determinadas informações sem a devida análise crítica.
2- A Capoeira foi reconhecida como um desporto por três vezes pelo CND - Conselho Nacional de Desporto e uma vez pelo CNE - Conselho Nacional de Esporte, bem como pela Lei Federal 12.288/10 que instituiu o Estatuto da Igualdade Racional, como DESPORTO DE CRIAÇÃO NACIONAL, mas mesmo assim muitos não querem que a Capoeira "seja" reconhecida como um esporte, muito embora esteja reconhecida no Brasil desde 1941.
3- Já temos em âmbito mundial 35 Federações Nacionais de Capoeira e muitas delas já se encontram reconhecidas pelos Comitês Olímpicos Nacionais específicos, portanto o processo de desportivização da Capoeira já se encontra difundido em âmbito mundial e isto é irreversível.
4- Percebe-se que muitos capoeiristas ainda confundem "reconhecimento profissional" como "regulamentação profissional", e ainda que muitos rejeitem a "profissionalização", vivem profissionalmente da Capoeira, o que se trata de uma incongruência.
5- Muitos são contra a "institucionalização" da Capeira, mas não percebem que sua institucionalização ocorre também ao se criar um nome para um grupo, quando se cria um site ou se determina o uso de um uniforme, etc. 
6- Acredita-se que se tornam necessárias ações formativas antes de se debater eventuais temas, em especial de modo mais intenso e cordial, pois é impossível construir algo positivo com as falas de seus atores sociais por apenas alguns minutos.
Segue o link da referida audiência pública. 

sábado, 12 de septiembre de 2015

viernes, 7 de agosto de 2015

1907, aparece o opúsculo intitulado Guia do Capoeira ou Gymnastica Brazileira, cujo autor teria julgado prudente não revelar seu nome, pelos preconceitos existentes em relação à capoeiragem, mencionando apenas a sigla O.D.C., que significava Ofereço, Dedico e Consagro à distinta mocidade. Esse opúsculo defendia a sistematização da capoeira como um método nacional de ginástica. O opúsculo enaltecia os capoeiras de outrora pela riqueza de seus variados movimentos, pela prudência e por serem “amigos da ordem”. Alertava, ainda, que a “degeneração lenta e succesiva” começava a destruir “as bellezas desta gymnastica pátria pela ausência dos últimos notáveis mestres (sic)” (O.D.C., 1907, p. 2). Eis, aqui, mais um exemplo de deturpação e distorção do legado cultural da capoeira, com vistas a tratá-la pedagogicamente, a partir de metodologias prescritivas.
Em 1928, o escritor Coelho Neto (1928) publicou o artigo “Nosso Jogo”, no qual apresenta uma proposta de inclusão da capoeira nas es-colas civis e militares, chamando a atenção para a excelência desta como ginástica e estratégia de defesa individual. No mesmo ano, Aníbal Burlamaqui, um oficial da Marinha do Rio de Janeiro, publica o livro Ginástica nacional (capoeiragem): methodisada e regrada, no qual apresenta regras para o jogo esportivo da capoeira. Esta obra é apresentada com certo ufanismo à sociedade da época, como um “grito de brasilidade”, como possibilidade de libertação da influência dos “sports estrangeiros” e para destruir o “archaico e tolo preconceito de que a ‘GYMNASTICA BRASILEIRA’ – a capoeiragem – desdoura a quem a pratica” (sic!) (BURLAMAQUI, 1928, p. 9). Segundo o prefaciador da obra, Mario Santos, trata-se de um livro “modesto, prático e útil”, que apresenta regras esportivas para tornar um “gymnasta brasileiro” capaz de vencer os de outras lutas estrangeiras. Ao defender a capoeira, Burlamaqui o fazia sob o argumento de que ela era superior ao boxe, à luta romana e à luta japonesa, pois reunia elementos de todas elas e ainda estava associada à “inteligência e à vivacidade peculiares ao tropicalismo dos nossos sentimentos” (BURLAMAQUI, 1928, p. 5).

http://www.capoeira-infos.org/ressources/textes/t_zuma_methode.html

En 1928 à Rio de janeiro, (Zuma) Annibal Burlamaqui publie un livre illustré, intitulé "Ginástica Nacional" (Capoeiragem) il y définit des méthodes et règles et tente d'assimiler la pratique de "capoeiragem" comme gymnastique nationale.

jueves, 6 de agosto de 2015

Em 1936, uma manchete de jornal: “Bimba desafia os capoeiristas baianos. (…) Esteve ontem, em nossa redação, o Sr Manoel dos Reis, mais conhecido nas nossas redes desportivas por mestre Bimba que em palestra conosco pediu que lançasse-nos em seu nome um desafio aos capoeiristas desta capital, dentre os quais figuram Samuel Pescador, Eugênio e Henrique Bahia”. (DB, 6/1/1936). Após ser derrotado por Bimba no dia 6/2, Henrique Bahia lutou contra Américo “Sciência” em no dia 18 a fim de tentar recuperar seu prestígio, sem sucesso. As manchetes do dia seguinte mostram a polêmica instaurada: Uma noitada fraca no Stadium Odeon. (…) A luta de capoeira principal mereceu apupo geral, pela maneira na qual se desenvolveu, dando mais a impressão de um “baba” que de luta mesmo9 . O sistema de capoeira apresentado pelos citados lutadores ou foi uma “tapeação” ou então é muito antiquado como nos disse o juiz da luta, mestre Bimba10 . Na luta seguinte, em que Mestre Bimba derrotou Zeí (José Custódio dos Santos), a polêmica continuou. Como na luta anterior, a questão envolvia a própria concepção do que era (é) a capoeira, e de como ela deveria ser disputada em um ringue. Em uma carta ao jornal, o esportista Carvalho Rosa protesta: Como é sabido a capoeira é oriunda da raça angola que com as suas indumentárias que são os berimbaus, o pandeiro etc., no ritmo como se faz na dança de salão etc. Ora Sr. Redator, a capoeira é uma espécie de Jiu-Jitsu atrazado, o seu mister é eliminar o adversário, com os seus golpes ágeis,violentos e rápidos na maior parte fulminantes. Portanto, a decisão não pode ser a deliberação do marcante que esteja fazendo a arbitragem, para com sua simpatia resolver prol ou contra seu afeiçoado. Como contar pontos se os golpes aplicados não surtirem efeitos, aliás otimamente defendidos? Sendo esta luta de estrangulamento não pode haver contagem de pontos. Só pode se decidir na maneira seguinte, solta aos olhos11 .
 9 Estado da Bahia, 19/2/1936.
10 O Imparcial, 19/2/1936.
11 Diário de Notícias, 11/3/1936.
Fuente...http://jogodemayanga.free.fr/templates/biblio/docs/115.pdf

miércoles, 5 de agosto de 2015

19-05-1937 Jornal dos Sports
                                                 Jornal dos Sports 1931( sem data)
                                                         25-12-1931 Jornal dos Sports
                                                        17-12-1931 Jornal dos Sports
Jornal dos Sports 18-10-1931


27-7-1931, Jornal dos Sports

Gymnastica Nacional -Capoeiragem

13-9 1931, Jornal dos Sports

3, 6, 7 Abril 1949, Jornal dos Sports

Jornal dos Sports 18-3-1949 Competición oficial de Capoeira



jueves, 1 de marzo de 2012

Soco inglez-cabeçada

FUENTE: Theatro do doutor Joaquim Manoel de Macedo ,Joaquim Manoel de Macedo, Garnier, 1863-Pag. 79

pezado capoeira mandando uma cabeçada

Eis-aqui o caráter do denunciante , e informantes... E quem sentiu de rir do mal encaixado carapetão* de ter visto o jogador de búzio , o digno sobrinho do Senhor seu Tio , 60 homens em casa de Reymundo Francisco Bruce ; e visto de passagem ? .. Poderia dizer , que ouvira vozes , ou murmúrio , instrumentos , danças , &c. , mas ter a habilidade de contar da rua , n'um sobrado bastantemente alto 60 homem* , sem penetrar esta morada; he forte esperteza de rapaz ! .. Mas dado , e nunca concedido , que em casa de Raymundo Francisco Bruce , Almoxarife dos Armazéns Nacionais e da Intendência i\a. Marinha , ( que não he nenhum lha-galhé) houvesse hum ajuntamento de pessoas , poderia nunca daqui deduzir-se , uma ida de revolução? E que quererá dizer , entendo ser revolução , com' as idéias associadas , contra o Presidente , e para melhor dizer, centra o Imperador ? He muito avançar... Que tino de rapaz! ou antes que desatino do Tio José , do amigo Feio , e do mestiço! Quem não se escangalhará de rizo , de ver este pezado capoeira mandando uma cabeçada de encomenda ao Saphico Barros , por intermédio do seu consócio da gargalheira (em Coimbra) o Ajudante d'Ordens , Barbaças , Pimentel? Eis-aqui como escrevinhando o mestiço a ensinuada denuncia, se rompeu á escena , e se poz em marcha o negocio , levando-se de rojo ao Alcaçar as suscados criminosos , para fazerem declarações de factos , nunca existentes de palavras vãs , nunca proferidas , insípidas composições extrajudiciais , exageradas na letra do- tal Secretario França, do homem mais caloteiro., venavel , e ladrão , cujos princípios, e vergonhosa vida , vão descrevei- e , para confuso , e horror do seu ex-presidente , cujo objeto foi , o de inflamar paixões odiosas para que o furor , e o ódio presidisse nos Tribunais de Justiça.........
Fuente: Astrea (Red. F. B. dos Sanctos) J ..... B ..... Dos-Sanctos, Typigr. mercantil, 1827,pag.756

martes, 13 de septiembre de 2011

1897-General Couto Magalhanes dice que la capoeira no debía ser perseguida

FUENTE: Autor: Magalhães, José Vieira Couto de, 1837-1898 .Colaborador: Sampaio, Teodoro, 1855-1937 .Título: 7ª Conferencia para o Tricentenario de Anchieta. Assumpto: Anchieta, as raças e linguas indigenas .Título alternativo: [Sétima Conferência para o Tricentenário de Anchieta. Assunto: Anchieta, as raças e línguas indígenas] .Local de Publicação: São Paulo : Typographia a Vapor Carlos Gerke & Cia. .Ano de Publicação: [1897] .Descrição Física: 32 p. : mapa .Idioma: Português