sábado, 17 de julio de 2010

jueves, 15 de julio de 2010

1949- JACAREPAGUA- Academia de " Luta Nacional "




fuente: DOU 12/07/1949 - Pág. 16 - Seção 2 - Diário Oficial da União - 12/07/1949





miércoles, 14 de julio de 2010

1997- SAO PAULO - Creado CARGO PÚBLICO -Instructor de Capoeira

Lei Complementar 75/97

Lei Complementar Nº 75 de 30 de dezembro de 1997 de Diadema

DISPÕE SOBRE A CRIAÇÃO E AMPLIAÇÃO DE CARGOS PÚBLICOS JUNTO AO QUADRO GERAL DE PESSOAL DA PREFEITURA DO MUNICÍPIO DE DIADEMA E DÁ PROVIDÊNCIAS CORRELATAS.
GILSON MENEZES, Prefeito do Município de Diadema, Estado de São Paulo, no uso e gozo de suas atribuições legais, Faz saber que a Câmara Municipal aprova e ele sanciona e promulga a seguinte LEI COMPLEMENTAR:
Art. 1º - Fica ampliado de 20 cargos para 41 (quarenta e um) cargos públicos denominados Agente de Lazer, referência 8, com carga horária semanal de 40 (quarenta) horas, tendo como requisito para provimento a exigência de 2º grau completo ou equiva lente.
Art. 2º - Ficam criados 10 (dez) cargos públicos denominados Instrutor de Capoeira, referência 6, com carga horária semanal de 40 (quarenta) horas, tendo como requisitos para provimento a exigência de 1º grau incompleto, ter no mínimo 03 (tres) anos de experiência, comprovada através de Certificado de Formação em capoeira e filiado a Liga, Federação ou Confederação de Capoeira, assim também com comprovada declaração destas entidades.
http://www.jusbrasil.com.br/legislacao/365599/lei-complementar-75-97-diadema-sp

martes, 13 de julio de 2010

1962- SAP PAULO- Fed.Paulista de Pugilismo -negativa de desvinculación de la capoeira de la Fed. de Pugilismo

fuente: http://www.jusbrasil.com.br/diarios/4528296/dosp-poder-judiciario-06-06-1962-pg-55

Nota: Ocorreu que em função da obra de Annibal Burlamaqui - Zuma, a Capoeira passou a ser inserida nas Federações Estaduais de Pugilismo, por meio do Departamento de Luta Brasileira (Capoeiragem), a partir do Decreto 3199/1941, de Getúlio Vagas, que criou a Confederação Brasileira de Pugilismo - CBP e nela o Departamento Nacional de Luta Brasileira (Capoeiragem).
Desde então ocorreram diversas tentativas de se retirar a Capoeira do Pugilismo, a partir desta época. Todas foram infrutíferas pois dependiam da autorização da Confederação Brasileira de Pugilismo, que sempre indeferia todas as ações neste sentido. Em 1992  desmembra-se a Capoeira do Pugilismo fui  por meio de uma conversa franca, direta e sincera do Pfsr. Dtr Sergio Luiz de Souza Vieira com o ex-Presidente Joani Palmeira, que o nomeu Diretor Nacional de Capoeira, tendo como missão promover o desmembramento da Capoeira.









1996- CBC- Asamblea de reforma estatutaria solicitada por el COB


fuente: http://www.jusbrasil.com.br/diarios/984012/dou-secao-3-29-01-1996-pg-72/pdfView#xml=http://www.jusbrasil.com.br/highlight/984012/capoeira

1927- Burlamaqui Guarda da Policía

fuente: http://www.jusbrasil.com.br/diarios/1746965/dou-secao-1-12-02-1927-pg-36/pdfView

otra cita: DOU 04/04/1925 - Pág. 43 - Seção 1 - Diário Oficial da União

............do seda, apprehendidos pelo, ajudante de guarda-mór desta alfanclega, Eduardo Rodrigues da Matta, guardas da mesma policia Orlando Barbosa o Annibal Burlamaqui, ....................
Diário Oficial da União - 04/04/1925

1967- Fed.Carioca de Pugilismo- Solicitud licencias para Academias de Luchas(Capoeiragem)

FUENTE: http://www.jusbrasil.com.br/diarios/2829594/dou-secao-1-11-05-1967-pg-28/pdf

viernes, 9 de julio de 2010

1901- RIO- Aún se practica el "JOGO DE AGILIDADE NACIONAL"

FUENTE: Os sons que vêm da rua ,José Ramos Tinhorão ,Editora 34, 2005 - 237 páginas

martes, 1 de junio de 2010

1814-RIO desordenes de Capoeiras en el barrio de la Candelaria,

Tropical Versailles: empire, monarchy, and the Portuguese royal court in Rio ... Escrito por Kirsten Schultz

Descripción general del libro


In 1807, to escape an invading Napoleonic army, the Portuguese Prince Regent and some 10,000 functionaries set sail for Brazil. Following the transfer of the court, Rio de Janeiro became a "tropical Versailles," a new world seat of European imperial power. In discourse and practice, residents and royal officials in Rio set out to transform a colonial capital into a royal court and to redefine the bases for the political legitimacy of an empire and monarchy centered in America. With the capital of the Portuguese empire in Brazil for the next thirteen years, an extraordinary inversion of political, economic, and cultural hierarchies that had governed colonial relations for centuries came to pass. Schultz's penetrating study provides an engaging look at a unique and riveting historical episode .
Tropical Versailles - 2001

lunes, 31 de mayo de 2010

duelar de quitó na Lisboa de D. Joäo V


GRABADO: (Canne-Chaussón)
Nota:
Juan V de Portugal, apodado el Magnánimo (Lisboa, 22 de octubre de 1689 - Lisboa, 31 de julio de 1750), fue rey de Portugal entre 1706 y 1750. Sucedió a su padre Pedro en diciembre de 1706 y fue proclamado rey el 1 de enero de 1707.


..........elegante quanto duelar de quitó na Lisboa de D. Joäo V.(1)
ARTÍCULO:DENISE MALLMANN VALLERIUS
DE TRADUÇÕES, INTERMEDIAÇÕES E TRANSCRIAÇÕES: O REGIONALISMO BORGEANO PARA ALÉM DAS FRONTEIRAS
PORTO ALEGRE - 2009
........Vejamos, no entanto, mais alguns exemplos acerca da seleção lexical realizada nas traduções:(2)

Obras Completas (2001) O informe de Brodie (1976) O informe de Brodie (2001)

“Aprendí a vistear con los otros, con un palo tiznado” (l.30) “Aprendi a esgrimar com os outros, com um pau queimado” (l.43). “Aprendi o uso da faca com os outros, com um pau queimado” (l.36)

.......No caso acima, deparamo-nos com um claro exemplo de modulação, dada a inexistência de um verbo em português capaz de abarcar a amplitude semântica do verbo “vistear”, o qual refere-se, especificamente, a uma espécie de brincadeira, isto é, à simulação de um duelo (sentido que se encontra ainda mais reforçado pelo complemento “con un palo tiznado”). Logo, trata-se de uma ação que não está restrita ao uso da faca, sendo, muitas vezes, realizada apenas com as próprias mãos dos adversários, sem o emprego de alguma arma específica. A opção por traduzir “vistear” como “esgrimar”, além de remeter ao emprego da espada, soa demasiadamente formal para o contexto da narrativa. Já a tradução de 2001 procura modular um pouco mais a tradução do termo, optando pelo emprego de “uso da faca” – embora continue restringindo a ação ao emprego de um instrumento específico. Uma opção, talvez, pudesse ser o emprego do verbo “duelar” (“Aprendi a duelar com os outros, com um pau chamuscado”) (3).

Mas, observe-se ainda:

Obras Completas (2001) O informe de Brodie (1976) O informe de Brodie (2001)
“Yo sentí que iba a achurarme” ( l.40). “Senti que ia me espetar”(l.56). “Senti que ia me esfaquear” (l. 46).


(1) Folclore do Brasil: pesquisas e notas Escrito por Luís da Câmara Cascudo ,1967-252 páginas
(2) pág. 152 http://www.cipedya.com/web/FileDownload.aspx?IDFile=176844
(3) Idem. (pág 153) A tradução mais recente, pela Companhia das Letras, vale-se do sintagma “Aprendi a enfrentar os outros, com um porrete” (p.26)”. Além de o verbo escolhido “enfrentar” distanciar-se da carga semântica presente no espanhol “vistear”, o emprego do substantivo “porrete” como equivalente para “palo tiznado” também transforma a imagem construída pelo leitor do texto traduzido em comparação à imagem construída pelo leitor do texto-fonte, uma vez que um “porrete” é utilizado para bater, golpeando a outrem, e não para “esgrimir”

lunes, 17 de mayo de 2010

1907-O.D.C.-Guia do Capoeira ou Gymnastica Brazileira,

A CAPOEIRA E O ESPORTE: anotações a partir da sociologia figuracional de Norbert Elias LUCENA, Ricardo de F. – DFE/UFPB – ricoluce@hotmail.com
Na cidade de Recife, por exemplo, esse conceito atribuído à capoeira tinha certa razão de ser. Numa passagem de um trabalho de João Lyra Filho (1973), em que trata da capoeira em Recife, ele expressa o seguinte:


Os partidos de capoeira eram O Quarto e O Espanha. A origem dos partidos esteve na rivalidade entre duas bandas de música, existentes no ano de 1856 – a do 4o Batalhão de Artilharia e a de um Corpo da Guarda Nacional, mestrado por um espanhol chamado Pedro Garrido. Os partidários de O Quarto cantavam: “Viva o Quarto, morra Espanha, cabeça seca é quem apanha.” O apelídio constituía injúria para os rivais, seria o mesmo que os chamar de escravos (p.309).

Devido a isso, durante um longo período do Século XIX, a capoeira esteve mais associada ao crime do que à idéia de ginástica ou esporte. Certo mestre, citado por Miécio Tati, assevera que “a capoeiragem, se pudesse se desprover das intenções criminosas das maltas que a praticavam, talvez chegasse a merecer o rótulo de esporte, com patente do lugar. Não passava, infelizmente, de um exercício físico altamente proveitoso para os músculos – mas que tinha no punhal seu trágico complemento” (Lyra Filho, 1973. p. 310). Mas, já no início do Século XX, começamos a perceber um sentido de mudança. No Rio de Janeiro, no ano de 1907, surge um livreto apócrifo denominado “Guia do Capoeira ou Gymnástica Nacional”, que trazia a seguinte introdução:

Atualmente, o capoeira é representado pelo desgraçado vagabundo, trouxa, cachaça, gatuno, faquista ou navalhista, conhecido por alcunha que lhe garante a maior facilidade de entrada nos xadrezes policiais! Assim é que o maior insulto para inutilizar um jovem é chamá-lo capoeira. Foi, sem dúvida, nosso empenho levantar a Gymnastica Brasileira do abatimento em que jaz, nivelando-a como singularidade pátria, ao soco inglês, à savate francesa, à luta alemã, às corridas e jogos tão decantados em outros países. Nossa briosa mocidade hoje desconhece, pela maior parte, os trabalhos da arte antiga, e por isso nós resolvemos publicar o presente guia.

Observem que o texto mostra a situação do praticante da capoeira, mas tenta re- defini-la como uma ginástica brasileira, ao lado do já famoso soco inglês (ou boxe), o savate e as corridas e os esportes tão conhecidos em outros países e também no Brasil.
http://www.uel.br/grupo-estudo/processoscivilizadores/portugues/sitesanais/anais11/artigos/34%20-%20Lucena.pdf

martes, 11 de mayo de 2010

I FESTIVAL DE UMA CORDA SÓ

I FESTIVAL DE UMA CORDA SÓ

Museu de Artes e Tradições Populares

Idealização, Projeto, Coordenação de Apresentaçao- André Luiz Lacé
IBAM / RIO 28/06/1974
Participantes (ordem Alfabética)
Adilson Faria (Mestre Faria)
Adilson Victor (Mestre Sorriso
Alcindo Oliveira Bemvindo (Mestre Dentinho)
Jose Carlos. Santana (Mestre Macaco Preto)

José Pedro da Silva (Mestre Zé Pedro)
Luiz America da Silva (Mestre Mintirinha)

Paulo Afonso costa de Sousa
Paulo Sergio da Silva (Mestre Paulão)
Silas Luiz (Mestre Silas)
Comissão Julgadora (ordem alfabética)
Carlos Henrique Andrade Gomide, médico, músico, capoeirista

Lamartine Pereira DaCosta, doutor em sociologia, pesquisador e , autor de livro sobre capoeira
Muniz Sodré de Araújo Cabral jornalista, doutor em sociologia, professor, capoeirista

Orlando Mara, juiz, professor de literatura e cultura brasileira
Resultado
Primeiro lugar: José Pedro da Silva
Segundo Lugar: Jose Carlos. Santana
Terceiro Lugar: Luiz America da Silva

ANEXOS
Planejamento, Ficha de Inscrições e de Apuração, Relatório Final,
Repercussão na Mídia

1949-BIMBA y sus alumnos usan golpes de Jiu Jitsu en luchas (Lucha Hugo Mello -Clarindo de Bimba),

martes, 9 de marzo de 2010

1890 - Definição do vocábulo "Gymnastica (Curitiba)

Periódico: Club Curytibano

Referência: Ano I. Nº 15. Data: 16/08/1890. p. 5.
Título: "Variedade"
Sinopse: Definição do vocábulo "Gymnastica" como uma arte de fortificar o corpo por exercícios. O salta, a corrida e a luta são colocados como exercícios próprios para desenvolver a força.
Imagem: sem imagens.
Esporte: sem especificação


No Brasil, a vida do imigrante (e aqui incluímos o alemão especificamente) foi marcada em seus momentos iniciais pela tentativa de aproximação com as terras natais: por meio de hábitos culturais como o idioma, o amor à pátria distante, o sentimento de nação e, até mesmo, o temperamento, tentando se aproximar e viver como se ainda estivessem no país de origem. Uma das formas de manter esse habitus alemão era a prática do Turnen, ao passo que, uma das maneiras de manter esta prática exata, além de realizá-la na escola, foi fundar organizações para isso. Tais organizações ficaram conhecidas como Turnenven ou Sociedades Ginásticas, presentes em quase todas as cidades com concentração razoável de alemães e/ou descendentes. (Jesus 2001:02).
A prática do Turnen foi instituída pelo alemão Jahn Friedrich Ludwig Christoph Jahn, ou apenas Jahn, no decorrer o século XIX. A proposta ginástico-pedagógica de Jahn era baseada no princípio da pátria e do militarismo. “A arte do Turnen não passou de uma atividade voltada a uma mera demonstração de força física” (Tesche, 2002:84). Assim, os movimentos se caracterizavam por ser relacionados a exibições e não à competição. A base dos exercícios era formada pelos seguintes movimentos: andar, caminhar, correr, saltar, exercícios no cavalo, equilíbrio, barra fixa, paralelas, trepar, arremessar ou lançar, puxar, empurrar, levantar, transportar, esticar, lutar, saltar com arco, pular corda. A nomenclatura Turnen, para os movimentos ginásticos, foi criada pelo fato de Jahn ser um defensor radical da língua alemã, não aceitando estrangeirismos para denominar algo que poderia ser feito dentro da própria pátria (Pilatti, 2006:133).

http://www.poshistoria.ufpr.br/documentos/2009/CelsoLuizMolettaJunior%20-%20nãodefinitiva.PDF

viernes, 5 de marzo de 2010

Pretos jogam com admirável destreza

Mão negra, espada branca

Guerra no sul do Brasil fez Portugal recrutar “homens de cor”. Para algumas capitanias, eles eram uma ameaça maior que os espanhóis.
Luiz Geraldo Silva


Para piorar o quadro, a situação das tropas era de evidente penúria. A maior parte dos 4.085 soldados enviados de Minas Gerais foi descrita como “vadios”. Somente 757 deles portavam armas de fogo. O restante utilizava lanças de pau tostado. Muitos estavam “inteiramente nus, sem mais que umas ceroulas e camisas”. O próprio vice-rei Lavradio, ao constatar que não estavam preparados para enfrentar uma guerra, acabou dispensando muitos soldados.




A discriminação às tropas de cor não era a mesma em Pernambuco. Ao contrário, os Terços de Pretos e Pardos eram uma instituição respeitável. A Ordem Régia enviada para a capitania em maio de 1775, determinando novo recrutamento, fazia menção especial ao histórico de serviços prestados pelos homens de cor na capitania: “Sua Majestade conserva muito vivas na sua lembrança as gloriosas ações com que sempre se distinguiu o dito Terço”. Os que então o compunham deveriam “parecer não só descendentes, mas verdadeiros imitadores dos heróis que tanto o ilustram”. Retórica bem distante do que se viu: quase todos os recrutados estavam nus e poucos tinham armas. Muitas sequer funcionavam. A solução, como em Minas, foi fazer oitocentos paus tostados, recurso por sinal elogiado pelo governador, José César de Meneses, que se lembrava “de terem sido estas as armas de que aqui se usou durante a expulsão dos Holandeses, as quais os Pretos jogam com admirável destreza”.



Os combates heróicos de Henrique Dias eram coisa do passado. Prova disso foi a reação dos soldados pernambucanos quando, no dia 7 de setembro de 1775, já preparados para partir, chegou ao Recife a suspensão da ordem de recrutamento.
Luiz Geraldo Silva é professor da Universidade Federal do Paraná e autor de A faina, a festa e o rito. Uma etnografia histórica sobre as gentes do mar, sécs. XVII ao XIX (Campinas, Papirus, 2001).
http://209.85.229.132/search?q=cache:OquwGhkBCsAJ:www.revistadehistoria.com.br/v2/home/%3Fgo%3Ddetalhe%26id%3D2272+%22Jos%C3%A9+C%C3%A9sar+de+Meneses%22&cd=16&hl=es&ct=clnk&client=gmail

jueves, 4 de marzo de 2010

1765 creou o conde da Cunha o regimento de cavallaria da guarda dos vice-reis, estabelecendo uma só companhia sem numero competente de praças e com um tenente ( Moreira primer CAPOEIRA ) e um alferes

Recorte libro: Memorias da rua do Ouvidor. (Teniente Joao Moreira ,primer Capoeira conocido)
http://www.caminhosdoromance.iel.unicamp.br/biblioteca/0259/046-059.pdf
Rio de Janeiro : sua historia, monumentos, homens notaveis, usos e curiosidades (1877)

Author: Moreira de Azevedo, 1832-1903
Volume: 02
Publisher: Rio de Janeiro : B.L. Garnier

pag 372
o RIO DE JANEIRO


Determinarão as ordens de 17 de julho de 1747 e de 29 de outubro de 1749 que se arregimentassem os terços velho, novo e de artilheria e todas as tropas pagas de infanteria do Brazil, supprimindo- se os postos de ajudante-supra e capitão de campanha ; a ordem de 25 de fevereiro de 1751 approvou o plano por que o governador executou as ordens régias ; e a ordem de 23 de março de 1767 augmentou três companhias a cada um dos três regimentos.
Por aviso régio de 31 de janeiro de 1765 creou o conde da Cunha o regimento de cavallaria da guarda dos vice-reis, estabelecendo uma só companhia sem numero competente de praças e com um tenente e um alferes ; e na ponta chamada da Misericórdia edificou ura quartel para esse regimento, que nos vice-reinados do conde de Azambuja e do marquez do Lavradio ficou uniformisado e organisado, contando duas companhias.
Em 1767 vierão destacados para esta cidade os regimentos de Bragança, de Elvas e de Extremoz, os qunes Balthazar da Silva Lisboa denomina de Bragança, do Moura e Cbichorro.Com elles veio commandar as tropas da capitania o tenente-general Joào Henrique de Bohm, que abjurou a religião protestante e falieceu catholico ; succedendo-lhc em 1799, no posto e na inspecção das tropas do Sul, José Narciso de Magalhães e Menezes que, nomeado em 17 de dezembro de 1804 governador e capitão-general da capitania do Pará, chegou alli a 5 de março de 1800, e falieceu no mesmo governo depois da conquista de Cayenna, devida á sua direcção.
http://www.archive.org/details/riodejaneirosuah02moreuoft
MOÇAMBIQUE:
Em 1760, a guarnição foi elevada para 10 companhias e no ano seguinte para 11.Os soldados chegavam principalmente de Portugal, de Goa e, na segunda metade da centúria, do Brasil, na sua maioria, como degredados................As soluções ensaiadas centraram-se, numa primeira fase, no recurso aos cipaios (Sipais -artes marciais,kalaripayatu) importados da Índia.
http://ojs.c3sl.ufpr.br/ojs2/index.php/historia/article/viewFile/7945/5594

Capoeiras del COLEGIO Pedro II - RIO




Recorte libro: A Academia de São Paulo; tradições e reminiscencias, estudantes, estudantões, estudantadas (1907)






José Basson de Miranda Osório :






era filho do Coronel José Francisco de Miranda Ozório e nasceu em Parnaíba a 17 de novembro
de 1836. Cursou humanidades no tradicional Colégio Pedro II, no Rio de Janeiro, onde seguiu para São Paulo, ingressando na Faculdade de Direito. Foi um dos chefes emancipacionista do Piauí no movimento parnaibano de 19 de outubro de 18?2. Comandante das forças legalistas na guerra dos Balaios e um dos raros manarquistas brasileiros a resistir ao golpe republicano de
1889. Ocupou dentre outros, os seguintes cargos: Inspetor, Tesoureiro da Alfândega, Promotor e Prefeito de Parnaíba, Deputado Provincial e Vice-Presidente da Província do Piauí por longos anos, Presidente da Província da Paraíba, Inspetor da Alfândega do Pará e do Ceará, Chefe de Polícia da Capital do Império. Faleceu a 17 de abril de 1903, na Estação de Matias Barbosa, Estado de Minas Gerais, justamente a um mês depois do falecimento de Dona Filismina Basson Carvalho Osório, sua cunhada, sobrinha e esposa. Em sua homenagem, José Basson é o nome de uma Rua, localizada no Centro de Parnaíba, cujo percurso vai da Praça Santo Antonio à Av. Capitão Claro. (PASSOS, 1982, p. 236).

http://www.ufpi.br/mesteduc/eventos/ivencontro/GT10/companhia_aprendizes.pdf

sábado, 20 de febrero de 2010

1932, O ANO QUE DEU SAMBA, CARNAVAL E FUTEBOL


TERCEIRA MARGEM
REVISTA DO PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM CIÊNCIA DA LITERATURA
ANO X • NO 14 • JANEIRO-JUNHO / 2006
1932, O ANO QUE DEU SAMBA, CARNAVAL E FUTEBOL
Marcelino Rodrigues da Silva
Em outubro de 1931, por exemplo, as páginas esportivas d’O Globo deram grande destaque a um desafio entre lutadores de jiu-jitsu e capoeira, torcendo desbragadamente pelos capoeiristas e registrando, em tom de entusiasmo nacionalista, os detalhes mais exóticos do espetáculo protagonizado por seus seguidores:
Em matéria de música, danças regionais, fala-se muito aqui. Mas quantas músicas e
quantas danças brasileiras, bem brasileiras, se conservam quase totalmente ignoradas por grande parte de nosso público. É o caso da batucada que na noite do dia 22 será transportada para o palco pela primeira vez. (...) Ninguém resiste à beleza estranha do espetáculo, sobretudo porque há nele, nas suas cores, nos seus sons, uma nota brasileira impressionante. (...) Nada podia ser mais nacional, mais nosso, que deitasse, como a “batucada”, raízes tão profundas na terra em que pisamos e no nosso espírito. Resta-nos, ainda, como nota também brasileiríssima, a capoeira. (...) Nasceu na rua e é muito menos técnica do que o jiu-jitsu. Os seus golpes repontaram inesperadamente, num belo dia, numa briga de rua. A capoeira se defende segundo as necessidades do momento, as exigências do conflito e o valor do adversário. Tem recursos para tudo, contra-golpes mortais, negaças que desorientam, trucs que desarmam. (...) Contra o científico, técnico jiu-jitsu, a malícia diabólica do malandro!

(O Globo, 20 out. 1931, primeira edição).
http://www.letras.ufrj.br/ciencialit/terceiramargemonline/numero14/terceiramargem14.pdf

jueves, 18 de febrero de 2010

HUGO MELLO Um Cavalheiro do Judô -





Otero Hermanny
FOTO:Hugo, Antônio Alves e Hermanny Helio, Hugo , Enzo Confetura, Hermanny e Luiz Alberto Mendonça
Com o falecimento do Prof. Hugo Mello da Silva, o judô brasileiro perdeu um de seus mais importantes divulgadores. Ele foi um atleta de invulgar capacidade e um cidadão exemplar, tendo se destacado em vários desportos.Quando jovem, foi escoteiro e participou do Tiro de Guerra, forma de preparação militar então existente, sempre ligado ao Clube de Regatas do Flamengo, que representou em halterofilismo e em luta livre, sempre com destaque. Iniciou-se no judô no Judô Clube Augusto Cordeiro, por ele tendo se sagrado Campeão Carioca.Sua maior contribuição para o judô foi a formação de um grupo de judocas em que se destacaram inúmeros campeões, inicialmente na Associação Bento Lisboa, posteriormente, na Academia Hugo Mello, ambas no bairro do Catête, no Rio de Janeiro.Destacada, também, foi sua colaboração como árbitro às Federações Metropolitana de Pugilismo, , Guanabarina de Judô e Federação de Judô do Estado do Rio de Janeiro, além das Confederações Brasileira de Pugilismo e Brasileira de Judô, onde sua isenção e tranquiilidade conquistavam a confiança de todos.Professor incansável, transmitiu a seus alunos e aos atletas com quem conviveu, com seu exemplo e seus ensinamentos, cidadania, ética e entusiasmo, sempre dentro dos moldes preconizados pelo Prof. Jigoro Kano, o elaborador do judô de Kodokan.
Conheci o Prof. Hugo Mello, em 1948, no Ringue Roberto, espaço na esquina da rua Fernando Mendes com a Av. Nossa Senhora de Copacabana, onde se praticava patinação e eram realizados espetáculos de lutas. Fomos apresentado pelo Sinhozinho. Naquele dia ele participava de um espetáculo de luta-livre e me impressionou pelo físico elegante e forte. Mais tarde,já em 1949, quando eu e Luiz Ciranda nos preparávamos para lutar com alunos do Mestre Bimba, correu a informação que eles usavam golpes de jiu-jitsu, o que levou o Sinhozinho a pedir ao Prof. Augusto Cordeiro que fornecesse alguns lutadores que conhecessem esta modalidade para os treinos, visando não sermos surpreendidos por estas técnicas. Hugo Mello participou destes treinamentos e, depois, ainda realizou uma luta com um dos baianos, o Clarindo. Desde então mantivemos grande amizade e participamos juntos de muitas atividades. Sinto muito sua falta.



Luta olímpica
DIRCEU GAMA
Década de 1950 Consolida-se a existência de pequenos núcleos autônomos de praticantes em São Paulo e Rio de Janeiro. Apesar da ausência de campeonatos ou torneios, alguns lutadores
começam a se destacar, como Tenente Moisés, Regada, Baianinho, Hugo Mello e Sinhôzinho. Cada nome que ascendia, capitaneava discípulos afins a suas metodologias e personalidades. Da suposta competitividade entre grupos rivais, nasceu o costume dos desafios entre lutadores, consubstanciados em jornadas agonísticas informais. Convém assinalar que a maioria dos praticantes de Luta Olímpica até então eram remadores ou halterofilistas, porquanto acreditava-se que performances vitoriosas dependiam muito mais de força do que técnica ou criatividade.

Was Savate’s Drop Kick from Pro Wrestling?

GRAVURA:
Vôo-do-morcego (the bat's flight) pictured in the book "Capoeiragem, a arte da defesa pessoal brasileira" (Capoeiragem, the Brazilian art of self-defense), by Lamartine Pereira da Costa. Later on this books was published with a certain success for it's time under the title "Capoeira sem mestre" (Capoeira without a mestre) (Rio de Janeiro, Tecnoprint, circa 1960).


Bruce Tegnér (cuatro fotos) was born in Chicago, Illinois in 1929. Tegnér was literally born into the martial arts as both his mother and father were professional teachers of judo and jujitsu; they began Bruce's instruction in the martial arts when he was two years old. http://www.sandowplus.co.uk/Competition/Tegner/tegner-intro.htm

miércoles, 17 de febrero de 2010

1928-obra de Annibal Burlamaqui (Zuma)


Em 1907 é a vez de um oficial do exército escrever a respeito da Capoeira. Através de sua publicação “O Guia do Capoeira ou Ginástica Brasileira”, O.D.C. (como intitula-se o oficial autor do livro) abre precedentes para outra publicação datada de 1928 e escrita por Coelho Neto, que lança uma proposta pedagógica de inclusão da Capoeira nas escolas civis e militares. Em seu artigo “Nosso Jogo”, Coelho Neto relata que quase enviou em 1910 um projeto de lei para a Câmara dos Deputados visando tornar o ensino da Capoeira obrigatório naquelas instituições. Destacava, nesse sentido, o desenvolvimento físico e a disciplina do caráter gerados pela prática da Capoeira, bem como seu grande valor como instrumento de defesa pessoal, lembrando, como
argumento, a grande vitória do Capoeira negro Ciríaco sobre o campeão japonês de jiu-jitsu Conde Koma, no Pavilhão Internacional em 1910. Também em 1928 é publicado o livro de Aníbal Burlamaqui “Ginástica Nacional (Capoeiragem) Metodizada e Regrada”, onde o autor, baseando-se nas regras e características do pugilismo, desenvolve um método e um código de regras para a prática do “jogo desportivo da Capoeira”. Para tal intuito despreza totalmente o lado lúdico, cultural e artístico inerente a esta modalidade, deixando de lado a música e os instrumentos
e privilegiando apenas seu caráter de luta esportiva. Aproveitando o espaço aberto por esta corrente de pensamento, presente desde a proibição da Capoeira por parte da República, os antigos Capoeiristas conseguiram burlar a ilegalidade e manter viva sua arte e tradição. Dessa maneira surge a figura dos grandes “Mestres da Capoeira”, homens que se destacaram não só pelo que fizeram enquanto praticantes desta modalidade, mas pela representatividade que suas
realizações tiveram na perpetuação e afirmação da Capoeira como uma das mais ricas expressões de nossa cultura. Dentre estes Mestres devemos destacar dois em especial: Manuel dos Reis Machado, o famoso Mestre Bimba, criador da Capoeira Regional e Vicente Ferreira Pastinha, o Mestre Pastinha, maior responsável pela preservação do estilo mais primitivo da Capoeira, a Capoeira de Angola.

PINHEIRO, Alisson Bernardo, UERJ/FFP, (aluno de mestrado). Da capoeiragem à academia: a formação da capoeira moderna no Rio de Janeiro.
Durante a primeira metade do século XX a capoeira, no Rio de Janeiro, vai sobreviver de forma mais esparsa. Ela já não se apresenta sob a forma institucional das maltas, que mobilizavam um grande número de grupos, seus principais agentes agora são considerados também “malandros” e atuam de forma mais isolada. De forma paralela houve um esforço de intelectuais, memorialistas, cronistas, folcloristas, de fazer da capoeira representante da brasilidade. Em certa medida amparada pelas penas dos homens das letras outros agentes procuravam passar a capoeira pelo crivo da esportização. Expoente máximo desta prática da capoeira sob os paradigmas do mundo dos esportes internacionais, Sinhozinho (Angenor Moreira Sampaio) ensinava a velha arte da capoeiragem já na década de 1920, em sua academia no bairro de Ipanema (mudando de endereço muitas vezes), junto com outras atividades físicas e esportivas, como levantamento de peso e judô. Era uma espécie de centro esportivo, improvisado em terreno baldio, onde Sinhozinho inventava aparelhos, técnicas, métodos de treino. É importante ressaltar que na Bahia, mestre Bimba, também levaria a cabo um projeto de esportização da capoeira que vai culminar no que ele batizou de “Capoeira Regional”. Há um debate muito interessante sobre a proeminência dos dois personagens na iniciativa de fazer da capoeira um esporte, a “Ginastica Nacional”. Estudiosos como Lopes apontam o papel de destaque que tiveram os manuais de capoeiragem que foram publicados no primeiro qüinqüênio do século XX. Ressaltando o livro de Zuma Bularmaqui, “Gymnastica Nacional, a Capoeiragem”, publicado no Rio de Janeiro em 1928 divulgava a capoeira “utilitária”, “estilo Sinhozinho”, que segundo Lopes e as fontes jornalísticas que nos dispõe teria servido de “fonte inspiradora para a criação da Gymnastica Regional Baiana” de mestre Bimba. Estes manuais teriam sido pioneiros ao propor uma estruturação esportiva para a capoeira, método de ensino com a descrição de cada golpe, cada movimento. Na chamada “era Vargas” vai se desdobrar um impulso modernizante do Brasil em seus aspectos políticos, econômicos e sociais. Getúlio Vargas e seu governo vão ser determinantes para compreendermos parte do “esquecimento” da tradição carioca na sua re-invenção moderna. O período Vargas vai se caracterizado pelas ideologias de Estado (trabalhismo e nacionalismo) onde a população passaria por uma tentativa de modelação. Desde a “morte” da antiga capoeiragem das maltas a capoeira carioca se mantinha nas figuras dos bambas, dos valentões. Com o Estado Novo a capoeira carioca sofre o golpe derradeiro quando o governo Vargas esportiza a capoeira (1937) e indiretamente eleva a vertente baiana como a “mais pura”.
“A escola de capoeira de mestre Bimba é a primeira do país a ser legalizada e há um incentivo às exibições públicas de capoeiristas baianos, sendo a capoeira incorporada à industria do turismo na Bahia”16
Em contra partida no Rio de Janeiro, o Estado Novo identifica no capoeirista carioca a figura do malandro, avesso ao trabalho. Assim podemos também fazer um paralelo do que para o Estado Novo seriam as manifestações populares aceitáveis ou não pelo regime: o samba “do trabalhador” e a capoeira esporte dos baianos, contra o samba e a capoeira (carioca) que
enalteciam a figura do malandro. Segundo Reis a “política de valorização moral do trabalho”,
incidiu “diretamente sobre a cultura negra do Rio de Janeiro”. É dentro da “ótica marcadamente
militarista, disciplinadora e eugenizadora que a capoeira se esportizara” sob os auspícios do Estado Novo.
http://www.historal.kit.net/alisson_bernardo_pinheiro.pdf

1928-obra de Annibal Burlamaqui (Zuma),


O JOGO DA CAPOEIRA NO CONTEXTO ANTROPOLÓGICO
E BIOMECÂNICO

por
Adriana D’Agostini
______________________________
Dissertação Apresentada à Coordenadoria de Pós-graduação em Educação Física da Universidade Federal de Santa Catarina como Requisito Parcial para Obtenção do Título de Mestre em Educação Física
Florianópolis, SC
2004

Historicamente, o que se considera como tradição marcial da capoeira, surgiu a partir da necessidade de um povo oprimido livrar-se de seu opressor. O negro escravo utilizou seu próprio corpo como defesa dos ataques propriamente ditos, como também, forma de sobreviver espiritualmente através dos rituais e tradições religiosas9 de sua terra mãe. Em Burlamaqui encontra-se uma citação que ilustra a luta:
O escravo se mostrava evidentemente superior na luta, pela agilidade, coragem, sangue-frio e astúcia, aprendidas ali, afrontando os bichos, as feras mais perigosas, lutando mesmo com elas, saltando valados, trepando em árvores as mais altas e desgalhadas, para se acomodar nas suas frondes, pulando de umas às outras como macacos, onde as nuvens batiam. E tiravam partido disso, tornando-se assim extraordinariamente ágeis e muito comumente um homem desarmava uma escolta, punha-a em desordem, fazendo-a fugir. Aplicava um jogo estranho de braços, pernas e tronco, com tal agilidade e tanta violência, capazes de lhe dar uma superioridade estupenda.
Já, a capoeira carioca, que sempre se apresentou violenta, apelando para cabeçadas e murros, que acabava gerando disputas com armas brancas, pode ser constatado pelo texto de Rugendas de 1835 (apud Sodré, 2002, p.45), que diz
Os negros têm um outro jogo guerreiro muito mais violento – capuëra: dois campeões atiram-se um sobre o outro, tentando derrubar o adversário com cabeçadas no peito. O ataque é evitado com saltos laterais e bloqueios igualmente hábeis. Mas acontece, ocasionalmente, acertarem cabeça contra cabeça com grande força, fazendo a brincadeira degenerar em luta, não raro com as facas ensangüentando o esporte .

martes, 16 de febrero de 2010

Subsídios para o estudo da metodologia do treinamento da capoeiragem, 1945;



Oração da Capoeira
O seu autor, Professor Inezil Penna Marinho, homem dotado de uma enorme sensibilidade para compreender a cultura popular brasileira, além de uma sólida e diversificada formação acadêmica, é também autor de diversos estudos sobre a capoeira, entre eles o Subsídios para o estudo da metodologia do treinamento da capoeiragem, 1945; Subsídios para a história da capoeiragem no Brasil, 1956 e A ginástica brasileira, 1981.
"Sinto que das profundezas de meu ser brota um novo anseio de expressão corporal, como se minh'alma se libertasse de séculos de opressão!
Não mais serei obrigado a repetir gestos típicos da manifestação cultural de outros povos distantes! Eu consegui me libertar daqueles ritmos que me atormentavam, descompassando meus movimentos, sufocando a sensibilidade musical dos meus ancestrais! Eu me encontrei finalmente com o meu próprio ritmo, graças ao qual eu me liberto de atávicas repressões e posso exprimir meus sentimentos, minhas esperanças, minhas idéias, minhas quimeras, meus ideais! Agora eu sou LIVRE! Respeito a ginástica de todos os povos do mundo, mas necessito, desejo e quero realizar a minha própria ginástica - A GINÁSTICA BRASILEIRA!" CAPOEIRAGEM.

lunes, 15 de febrero de 2010

Masonería de Brasil y de Mascarenas

Memórias de um sargento de milícias‎ - Página 50Mamede Mustafa Jarouche - 1974 - 411 páginas
Foi membro de uma loja maçónica que lutou pela independência do Brasil, e morreu em 1843, com a idade de 98 anos.
nota:
1803-NITEROI -Logia Masónica se afilia a la Isla Maurício

Miguel Nunes Vidigal

Recorte libro: Notícias históricas de Portugal e Brasil‎ - Página 216Manuel Lopes de Almeida - 1961
Capitão, Miguel Nunes Vidigal. Tenente, Joaquim José Ferreira.
Artículo:
Miguel Nunes Vidigal, hijo de Manuel Nunes Vidigal y Paula do Nascimento, nació en Rio de Janeiro en 1754 y falleció en la misma ciudad, el 10/06/1843. Inició su carrera militar alistándose, con 16 años, en el Regimiento de Caballería de Milicias, en el cual llegó al puesto de coronel en 1808. En este mismo año fue nombrado 2do Comandante del Cuerpo de la Guardia Real de la Policía de la Corte y en el año siguiente, transferido para el Ejército de 1ra línea, con promoción al puesto de brigadier. Fue agraciado con el hábito de Caballero de la Imperial Orden del Cruceiro, habiendo sido reformado en 1824.
Código de Referencia : BR.3304557.AN/313
Título /Nombre : Miguel Nunes Vidigal
[c] 1846 / 1846
Nivel de descripción : Fondo



http://censoarchivos.mcu.es/CensoGuia/fondoDetail.htm?id=561674

sábado, 13 de febrero de 2010


fuente: http://www.revistadeeducacaofisica.com.br/artigos/1948/60_capoeira.pdf

Centenário da Independência do Brasil- capoeira


Prêmio
Grandes Educadores
Brasileiros
Monografias Premiadas
1985


PRIMEIRA PARTE
FERNANDO DE AZEVEDO: A EDUCAÇÃO COMO DESAFIO (pag 35)
O texto A Evolução do Esporte no Brasil (1822-1922)* foi escrito para a edição especial do jornal O Estado de S. Paulo, comemorativa do Centenário da Independência do Brasil. Nele Fernando de Azevedo traça um painel dos vários esportes - equitação, caça, cavalhadas, touradas, capoeira, esportes anglo-saxõnicos, etc. - acalentando em seu final "a esperança de chegar um dia em que possamos também fazer inveja a outras nações pela organização modelar de nossa educação física."
*Por: Fernando Azevedo 1Ed. Cia. Melhoramentos. 1930
http://www.cipedya.com/web/FileDownload.aspx?IDFile=155036

miércoles, 10 de febrero de 2010


O trabalho pretende discutir as relações entre educação e medicina no Brasil
oitocentista, notadamente no município da Corte. Recorre às teses desenvolvidas
na Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro – FMRJ para compreender como o
discurso médico daqueles anos tinha na educação um dos seus principais vetores
de intervenção social. Nesse sentido as escolas representavam para o campo médico
um lugar prioritário para a disseminação das suas concepções sobre higiene,
saúde, corpo e educação escolar.

lunes, 8 de febrero de 2010


INSTITUTO DE FILOSOFIA E CIÊNCIAS HUMANAS DEPARTAMENTO DE HISTÓRIA
PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM HISTÓRIA LINHA DE PESQUISA: POLÍTICA E SOCIEDADE
DISSERTAÇÃO DE MESTRADO
UMA IDÉIA DE CIDADE ILUSTRADA AS TRANSFORMAÇÕES URBANAS DA NOVA CORTE PORTUGUESA
(1808-1821)
MARIETA PINHEIRO DE CARVALHO
Diversos são os registros que tratam da falta de segurança no Rio de Janeiro.243 A desordem nas ruas era, muitas vezes, provocada por uma sub-população que vivia à margem da sociedade. Negros e pardos, escravos ou forros, transformavam-se nos capoeiras que, munidos de navalhas, facas e paus, assolavam as vias da nova corte.244
Em uma de suas cartas endereçadas à família, Luiz Joaquim dos Santos Marrocos comentava o cotidiano violento da cidade:
Nesta cidade e seus subúrbios temos sido muito insultados de ladrões,
acometendo estes e roubando sem vergonha, e logo ao princípio da noite, de sorte que têm horrorizado as muitas e bárbaras mortes que tem feito; em 5 dias contaram-se, em pequeno circuito, 22 assassínios e em uma noite, mesmo defronte de minha porta, fez um ladrão duas mortes e feriu o terceiro gravemente. Tem sido tal o seu descaramento que até avançam a pessoas mais distintas e conhecidas, como foi o próprio chefe de polícia. O chefe de divisão,
José Maria Dantas, recebeu por grande favor duas tremendíssimas bofetadas, por cair no erro de trazer pouco dinheiro, depois de lhe roubarem o relógio e etc. Além disto, têm degolado várias mulheres ... 245
…………………………………………….

A vigilância da cidade durante as noites foi facilitada por intermédio da ação da Polícia, no sentido de expandir a iluminação pública. Em memória escrita após deixar o cargo, Paulo Fernandes Viana demonstrou as providências tomadas nesse sentido:
criei e sempre fui aumentando a iluminação da cidade, não só das ruas dela, mas e principalmente com todo o esplendor no paço da cidade, no da quinta da Boa Vista, e na praça e casa das Laranjeiras, onde a Rainha, Nossa Senhora, fixava por tempos a sua residência.345
A iluminação noturna, entretanto, não foi suficiente para findar com a prática de delitos pela cidade. Informações sobre furtos, roubos e assassinatos, bem como de confusões nas ruas, encontram-se facilmente na documentação da Polícia.346 Por um ofício de 26 de agosto de 1811, percebe-se que indivíduos davam tiros e usavam armas pelas ruas, atitude esta reprimida por lei.347 Em 1814, por exemplo, houve uma desordem efetivada por um rancho de capoeiras no bairro da Candelária. Para esse acontecimento, Paulo Fernandes Viana expediu ordens ao juiz do crime do bairro para fazer a identificação de quem eram os possíveis contraventores, e, depois de
descobertos, aplicar os respectivos castigos, que, nesse caso, seriam o açoite e a prisão.348

243 Veja-se, por exemplo, John Luccock. Op. Cit., p.90-91; e T. Von Leithold e L. Von Rango. Op.Cit.,
pp. 45, 91-93.
244 Thomas H. Holloway. Polícia no Rio de Janeiro: repressão e resistência numa cidade do século XIX.
Rio de Janeiro: Editora FGV, 1997, pp.52-53.
245 “Cartas de Luiz Joaquim dos Santos Marrocos...”, 28/9/1813, p.163.
345 “Abreviada demonstração dos trabalhos da Polícia ... .” , p. 375.
346 Ver por exemplo, ANRJ, Polícia da Corte, códice 323, vol.1, fl. 18v; códice 329, vol. 1, fl. 86; códice
329, vol.3, ofício de 9/2/1815, dentre outros.
347 ANRJ, Polícia da Corte, códice 329, vol. 1, fls. 84v-85.
348 ANRJ, Polícia da Corte, códice 329, vol. 2, fl.164, 20/03/1814.

lunes, 1 de febrero de 2010

(Fado e Banzé ,danza de pretos)Savate,Fadistas, Jogadores de Pau e Capoeiras


História do fado Pinto de Carvalho
Editor
Editorial MAXTOR, 1903
ISBN
849761559X, 9788497615594
N.º de páginas
270 páginas

Clubes esportivos e recreativos em Niterói – RJ

Clubes esportivos e recreativos em Niterói – RJ
MÁRIO RIBEIRO CANTARINO FILHO
Capoeira
1889 – 1919 Em artigo publicado no jornal “O Estado” de Niterói, em 1919, Salomão Cruz referiu-se à capoeiragem. O autor, sobre a capoeira praticada em Niterói, escreveu que “era como o futebol de nossos dias – um esporte predileto dos rapazes, e a ele se juntava também o da natação”. O articulista ressaltou o desenvolvimento que a natação e o futebol vinham apresentando nas primeiras décadas dos anos 1900. O ponto de encontro dos capoeiras era perto da Praia da Boa Viagem, com a atividade em plena praia, no dizer de Salomão Cruz. Os grupos mais conhecidos eram os Guaiamus, no bairro de São Lourenço e adjacências, e o Nagoas, nos bairros de Icaraí e Barreto. Eram famosos os capoeiristas Herculano, Garcia, João Carapuça,
Carlos Sabido, Ernesto Relojoeiro, Américo Capenga, Moleque Cristóvão e Cipriano, sendo este morto por João Bacalhau, em um quiosque na Rua da Praia, em 1904. Cipriano era o capanga do ator Leopoldo Fróes. Durante os festejos do Carnaval, eram os capoeiras presos pela polícia, dando tranqüilidade à população niteroiense. A capoeira declinou no início da República, em virtude da perseguição que sofreram os seus praticantes, no tempo em que Sampaio Ferraz esteve como Chefe de Polícia, no Rio de Janeiro, então Capital Federal. Durante o Governo Provisório do Marechal Deodoro da Fonseca, no período de 1889 a 1891, era desejo do Presidente extinguir a capoeiragem na cidade. A campanha foi forte e os desordeiros capoeiras foram presos
e enviados para a Ilha de Fernando de Noronha. Tal fato deve ter repercutido na Capital Fluminense. As informações de Salomão Cruz, citadas por Almeida e Wehrs, no que se refere aos grupos de capoeiras Guaiamus e Nagoas, em Niterói, não coincidem com as informações de Paiva e de Marinho, sendo que o primeiro destes registra Nagôs e o segundo escreve Ganoas e, para ambos os autores, os grupos citados estavam no Rio de Janeiro.
http://www.atlasesportebrasil.org.br/textos/147.pdf

Agenor Sampaio -Sinhozinho




CAMPEÃO DE FORÇA
- Em 1910, ganhei um torneio de força, organizado pelo Tiro Federal e que tambem foi disputado pelos inferiores e praças do nosso Exercito. Serviram de juizes das respectivas provas o dr. Fernando Soledade e o dr. Alvaro Zamith. Em 1912, ingressei no Sport Club Mangueira, onde joguei no primeiro team de football. Foi quando se começou a praticar o athletismo no saudoso club rubro-negro. Participei de diversas provas pelo Mangueira, em festas do Rio Cricket Athletic Association, de Nichteroy. Em 1913, Zéca Floriano, o grande athleta brasileiro, organizou um campeonato de luta romana. Entre 15 lutadores, conquistei o 8° logar, embora o meu peso fosse sómente de 75 kilos e o mais leve dos meus adversarios tivesse "apenas" 102 kilos. Participaram desse campeonato, entre outros, João Baldi, José Floriano, Cesario, Petrassini, Montagna, e o famoso negro Dick. Em 1915, voltei a jogar football pelo Mangueira, e, no anno seguinte, alistei-me nas fileiras do Club Gymnastico Portuguez e ganhei o campeonato dos leves, de pesos e halteres, tendo feito 87 kilos ao "developpé". Em 1917, conquistei o Campeonato do Rio de Janeiro de pesos e halteres, de todas as categorias, o que se verificou ainda em 1919 e 1920. O campeonato não foi disputado em 1918, em virtude da grande epidemia de grippe.